A incrível união da música com o cinema

Aquela era a união mais excitante, mais emocionante que poderia acontecer na vida das duas artes. O cinema, sempre imagético, sempre visual, não entendia totalmente como funcionavam aquelas difíceis notas, melodias e ritmos, cheios de um brilho interno, que tocava as pessoas por meio de uma energia invisível aos olhos, mas aparente ao coração. Ele não compreendia por completo, mas admirava profundamente, pois, sem mais, sabia que era ela quem daria um toque especial às suas figuras, suas representações da realidade e seus movimentos elaborados. A música, por sua vez, sabia que podia sobreviver sem todo aquele ornamento e pompa que o cinema queria jogar à platéia. A música era mais velha. Mais sábia. Mais entendida da vida, quanto às experiências. O cinema mal saíra da infância, acabava de enxergar cores e não conseguia perceber todos os efeitos que essa passagem de tempo entre a vida e a morte podia ter. De qualquer forma, os dois decidiram unir-se e, assim, criar algo genuíno. Um tipo de sensação. Fizeram bem. Completaram-se de tal modo, que acabaram por se tornar não somente parceiros e amigos. Mas amantes. Sem data de validade.

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