Quando eu gosto da tristeza

Em meus dias compridos na agência, escuto a música que todos desejam. Mas, às vezes, eu preciso de minha própria playlist, algo com o qual eu consiga me concentrar de forma mais séria em determinadas tarefas. Afinal, escrever precisa de inspirações específicas. Percebo que músicas alegres me levam a escrever coisas alegres. Em diversos momentos, abro meu Spotify e coloco meus fones de ouvido no máximo de volume, criando assim uma espécie de bolha, onde crio meus melhores textos. A música me inspira muito. Minhas playlists favoritas passam por momentos e modos de pensar, gosto muito de listas totalmente desestressantes e calmantes. Ainda assim, dia desses me deparei com uma lista diferente. “Somente músicas tristes” era o que estava escrito. Interessante, pensei com meus botões e mordendo de leve o lábio. Decidi corajosamente clicar no botão do “play” e descobrir o que eram aquelas músicas.

Surpreendentemente, elas me inspiraram como nunca. Eram vida, para mim. Eram como um sopro de criatividade, porque na verdade, estar vivo é sentir, é chorar e é sofrer por nada, só pelo sentimento que a música carrega em sua concepção. Um sopro de ar, me fazendo sentir cada osso, cada articulação, cada pulsada do meu coração. Uma dorzinha na garganta, que mais me fez desejar sorrir do que chorar. É um prazer e um respeito pelo sentimento que a melodia agrega.

Aquela playlist mudou meu dia e minha maneira de pensar, de sentir a vida dentro de mim. Mas tristeza, não. Com certeza a tristeza ganhou novo significado para mim.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s