O galanteador

Um velho sentava no banco em frente ao meu no ônibus. Tinha aqueles dedos calejados e o cabelo ralo, com oleosidade de quem não toma banho há dias. Entretia-se com seu celular, mandando e recebendo mensagens com dificuldade, mas muita bala na agulha.
Entra tantas palavras, recebeu uma foto, de uma mulher na melhor idade, usando sutiã vermelho e sentada junto à uma mesa com toalha de crochê. Um nude de alguma senhora com aspecto de boa cozinheira.
Ele escreveu, com dificuldade: “gostosa, imagina nós dois juntos”.
Fechou a mensagem, abriu seus contatos e uma lista de senhoras havia enviado mensagens, a tela era tomada por pontinhos vermelhos indicando novidades.
Clicou em uma foto esperando por outra imagem suculenta, mas ao contrário disso, foi surpreendido com uma foto de Jesus Cristo em sofrimento. Fechou a tela imediatamente.

E voltou a falar com todas as outras que lhe queriam seduzir.

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Desenho: Vini Medellin

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Prêmio Oxford de Design | Vote em Mim

Oi pessoal! Como vão vocês?

Hoje vim aqui para falar sobre o ato de se jogar para as oportunidades. Desde sempre tive o hábito de “esconder” as coisas que criava das pessoas em geral. Até o blog foi meio secreto por alguns anos. Até que fui me soltando e tirando as amarras da síndrome de impostor que estavam me segurando. Comecei a compartilhar meus posts. A desenhar mais e mostrar meus trabalhos. O medo do julgamento ainda estava lá, mas eu o encarava nos olhos e permanecia ali, exibicionista das minhas criações.

O segundo semestre de 2017 chegou com o gás todo e muito trabalho. Além disso, muitos concursos de desenho, de bolsas de estudo e de vários outros prêmios que me auxiliariam muito a chegar aos meus objetivos. Decidi me jogar em tudo. Tendo o NÃO, estou atrás do SIM em cada projeto que envio.

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Agora, inscrevi um trabalho no Prêmio Oxford de Design, onde o participante deve criar uma arte para uma linha de porcelanas da marca. A primeira etapa é por voto popular. Somente os 30 mais votados serão julgados por um júri de profissionais de arte, gastronomia e design. O tema deste ano é “A Cultura Gastronômica ao Redor do Mundo”.

Alimenta a Alma

Eu estou usando TODOS os meus canais e possibilidades que tenho em mãos para ganhar votos e o blog também é uma delas. Então, se você está lendo este post, vote no meu projeto! Todos os votos fazem a diferença. Minha linha foi criada a partir da seguinte proposta:

“Tem vezes que a gente dá uma garfada e viaja instantaneamente para algum lugar. Seja lembrando do tempero da nona italiana ou revivendo uma viagem ao Japão, a comida nos faz viajar. Ambos alimentam a alma. Você pode comer um prato de alta gastronomia na França ou um petisco de rua nos Estados Unidos. De qualquer forma, alguém fez aquela comida e desejou bom-apetite, nos mais diversos idiomas. Uma expressão com sabor de afeto, que nos faz perceber que a vida ainda é deliciosa.”

Se você quiser votar em mim, agradeço muito, de coração. Clique aqui e vote!

Muito obrigada e até o próximo post, com texto sobre dois livros que li nos últimos dias!

Picolé Lelé

Oi pessoal, tudo bem com vocês?

Queria contar algo legal que aconteceu na última semana. Depois de alguns meses, chegou a hora de prestigiar o lançamento do livro “Picolé Lelé”, da escritora Ângela Dal Pos. Eu geralmente não escrevo sobre livros infantis aqui, pois não é o meu foco e não conheço muito sobre livros para crianças (tirando os que eu li na minha infância!). Porém, desta vez é um pouquinho diferente, pois o livro foi ilustrado por mim!

Uma emoção e tanto ver a história impressa, em papel colorido e do jeitinho que foi imaginada lá no início do processo. Ainda que eu não tenha escrito a história, senti imensa gratidão por ver o livro pronto, com os traços e cores que criei. O processo foi divertido, apesar de difícil. Retornar à infância para pensar como uma criança e desenhar o que vinha em minha mente, sem preconceito ou autocrítica foi um desafio pelo qual eu amei passar.

A história conta sobre um picolé chamado Lelé, que vive dentro do refrigerador e tem o sonho de conhecer o mundo. Aliado a vários personagens apaixonantes e de personalidades marcantes, a história vai tomando forma e chamando a atenção do leitor e levando o Picolé na perseguição de seu sonho.

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O lançamento aconteceu no último sábado em Porto Alegre e contou com sessão de autógrafos da autora e a apresentação de uma banda de rock Kids que foi o ápice da tarde. Todo mundo se emocionou com a banda Quarteto Fantástico e também com a fila de crianças que esperavam com seus livrinhos para receber um autógrafo da escritora.

Fico imensamente agradecida e com a esperança de que esta geração de crianças cresça com apreço à leitura. Isso pode mudar o mundo.

Fofo né? Que livros infantis vocês acham bacanas para indicar? Me contem nos comentários!

Obrigada pela leitura e até o próximo post!

Conheça o projeto “O Sonhador”

A vida continua uma coisa maravilhosa. De vez em quando, sou muito digital. Em outros momentos, me desligo totalmente aos finais de semana, para que eu consiga ouvir meus próprios pensamentos.

No campo profissional, tudo indo bem, com projetos bacanas saindo do forno. O projeto “O Sonhador” foi pensado por três empresas do bem. Uma colab de gente sincera, que tem vontade de ajudar os outros.

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Capa do caderno | Foto: Camille Bonetto

É um caderno de anotações com conteúdo teórico rico e inédito sobre os sonhos e seus significados na vida. O conteúdo foi escrito pela SONATA Brasil, empresa que cria iniciativas que envolvam autoconhecimento. Além da Sonata, a profissional Lyziane Menezes também criou um conteúdo interessante envolvendo os sonhos de maneira mais mística, com base na energia emanada por cada indivíduo.

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Folhas internas de DIA e NOITE | Foto: Camille Bonetto

O projeto gráfico foi criado pela Desiderata – Complexo de Ideias, a empresa da qual sou sócia. Pensando na prática, criamos duas páginas de anotações diárias: a do DIA e a da NOITE. A ideia é que, durante o dia, o usuário anote o que aconteceu enquanto estava acordado. Uma emoção, uma palavra, uma situação. Na página da NOITE, anota-se os sonhos ou o sentimento com o qual a pessoa acordou.

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Bons Sonhos! | Foto: Camille Bonetto

Tudo isso, com um passo a passo para observação, para começar a caminhada do entendimento e da interpretação de sonhos. O caderno/conteúdo está sendo vendido a R$ 65,00.

Lindo né?

Um orgulho fazer parte desse projeto que, depois de alguns meses, ficou pronto e pode ajudar muita gente a entender o íntimo mundo dos sonhos!

Dois ateliers em Porto Alegre que valem a visita

Oi pessoal!

O final de semana foi intenso pra mim. No final da semana passada eu estava viajando no Instagram e encontrei o anúncio de um curso de pintura a óleo com ninguém mais, ninguém menos que Theo Felizzola. Na mesma hora, eu sabia que PRECISAVA fazer esse curso, que era focado em pintura a óleo de retratos. Conheci o Theo em outro curso que fiz, onde ele deu um show ao pintar ao ar livre e ao vivo, um dos palestrantes do curso. Ele é muito talentoso!

Bom, para resumir, o curso foi intenso, muito difícil mesmo! De qualquer forma, quero continuar estudando e vou tentar mais. Acho que eu e a tinta merecemos mais tempo juntas antes de qualquer definição se sou ou não boa nisso!

Mas o que eu quero dizer aqui neste post é outra coisa. Percebi que alguns lugares são lindos de viver, mas pouquíssima gente conhece. Selecionei dois ateliers de Porto Alegre que acho maravilhosos e valem uma visita.

  1. Atelier Lou Borghetti
    Foi no atelier desta artista incrível que aconteceu o curso que fiz com o Theo Felizzola. O lugar é simplesmente lotado de livros, referências, quadros e uma decoração incomum. Daquelas que fazem você ficar olhando para cada canto, pensando sobre os detalhes e o que aquilo comunica. A Lou Borghetti é muito simpática, alto astral. Recebe as pessoas no atelier com um abraço gostoso e com aquele brilho no olho, curiosidade genuína sobre quem entra em seu pequeno santuário de artes.

O lugar é recheado de pincéis, telas e tintas. Diversos cursos são realizados lá e a própria artista recebe suas alunas de pintura semanalmente em seu espaço, que fica no bairro Três Figueiras, em um casarão de esquina.

Site: http://borghetti.com.br/

2. Atelier Karen Raissa

Não falo de moda neste blog, pois não conheço o mundo fashionista. Mas o atelier da Karen Raissa é digno de uma visita. A estilista cria roupas sob-medida e pret-a-porter com assinatura muito clássica e pegada moderninha. Acabamento impecável, tecidos de primeira qualidade e um lugar charmoso no bairro Independência fazem a marca tão diferente. Em cada parede, um detalhe ou obra. Atenção especial às pinturas maravilhosas de Ruth Schneider, uma artista já falecida de Passo Fundo – RS.

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Gosto muito de visitar os locais onde artistas criam suas obras e peças. É ali que a mágica acontece e ver como eles se englobam de referências inspiradoras é muito legal. O espaço da Karen é elegante e muito charmoso (o perfume do lugar é indescritível, dá vontade de levar para a casa!)

Site: http://www.karenraissa.com.br

E vocês? Já visitaram os estúdios de artistas de que gostam? Me contem mais nos comentários!

Obrigada pela leitura e até o próximo post!

Livros que li e coisas que pensei

Tanta coisa tem acontecido que a vida anda meio corrida. Nunca gosto de falar esse tipo de frase: “a vida está corrida”. Dá uma falsa aparência de importância, como se eu fosse uma pessoa cheia de afazeres e isso significasse algo especial. Mas a correria vem de dentro. Vou dividir todas as coisas que quero falar em outros posts, para não escrever em excesso (visto que muita gente não gosta de ler textos muito compridos na web).

Tenho escrito pouco. Menos ainda meus textos “ficcionais”, pois as inspirações deram uma esfriada depois de uma experiência com alguém do mercado. Entreguei para uma editora aqui em Porto Alegre meu livro de ficção. Além dele, imprimi meus textos do blog e os entreguei a ela, para que desse sua opinião. O retorno foi positivo para o livro, mas sobre meus textos, criticou-me a falta de formato, a falta de rótulo. Não são crônicas. Não são contos. Portanto, não têm utilidade para literatura. Ainda que eu entenda este conceito, me chocou um pouco. Será que só eu gosto de passagens inspiradoras, pinceladas de alguma cena que venha à mente, pequenos detalhes fotografados em palavras? Tenho certeza que não. Já recebi bons elogios aqui no blog, de pessoas que gostam do que escrevo. Percebi que travei, depois dessa opinião profissional.

É bom quando sabemos o porquê de determinadas coisas. Agora, sabendo de onde veio meu medo de escrever o texto de identidade inexistente, posso acabar com este bloqueio e voltar aos poucos à pintura de novos momentos. E f**a-se quem não gostar, certo?

Desculpas à parte, cheguei aqui com o objetivo de contar os últimos dois livros que li e nem mencionei aqui no blog. Em outro momento vou falar qual foi o fim do desafio de leitura de 2016.

1808

Um livro polêmico do ponto de vista documental. Muitos historiadores criticaram este livro de Laurentino Gomes, alegando que o autor fomenta a lusofobia e depreda a imagem de Portugal na época do Brasil-colônia. A meu ver, porém, o livro é muito bom e documenta de forma clara todos os dados de onde foram retiradas as informações que nele contém. As passagens são devidamente registradas e assinadas.

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O livro conta sobre a família real Portuguesa que, em 1808, fugiu de Napoleão (que estava tomando conta da Europa) para o Brasil a fim de erguer em sua colônia, um novo reino. Particularmente, gostei muito da leitura. Tem sim, opinião do autor em diversos momentos, o que foi considerado errado pelos historiadores. Em cada página, as críticas ao tenebroso rei João VI, caracterizado como sujo, covarde e bonachão, são percebidas. Assim como à Carlota Joaquina, maquiavélica esposa do rei e toda a corte portuguesa, colocada na história como corrupta, infiel e interesseira.

Ainda assim, conta detalhes e características interessantes sobre a época, a alimentação, a escravidão, a política e a cultura. Me agradou bastante o livro, mesmo sendo tão criticado. Agora vou atrás de outros dois que me foram indicados para “quebrar” a visão negativista de Laurentino Gomes: “Império à deriva”, e “D. João VI”, de Jorge Pedreira e Fernando Dores Costa. Será que vou gostar de uma visão mais “light”?

Cidade dos Etéreos

Já era fã do Ransom Riggs logo no lançamento de “O Orfanato da Srta Peregrine para Crianças Peculiares” (aliás, quem aprovou este título gente?!). A forma como o livro foi criado é genial e este segundo volume mostra o grande escritor que é Riggs. O autor é colecionador de fotografias antigas e bizarras, que encontra nos mercados de pulgas que frequenta. São aquelas fotos com superexposição ou mudanças no obturador das antigas câmeras de foto. Para alguns, lixo. Para Riggs, matéria-prima. Seus aspectos estranhos foram reunidos em uma história, que deu origem à serie de suspense e fantasia.

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Se o primeiro livro originou-se de fotos antigas, o segundo foi o contrário. A continuação foi criada pelo autor e posteriormente foram adicionadas as fotos. Algumas de sua coleção, outras, de pessoas que enviaram fotos antigas e estranhas de seus acervos. Continuando a história do personagem Jacob no mundo dos peculiares, as crianças passam por fendas temporais de diversos momentos da história, à procura de alguém que pode salvar suas vidas. É uma viagem maravilhosa através dos tempos.

Agora, vou atrás do próximo da sequência: “Biblioteca de Almas”.

Só para finalizar: Eu amo conhecer processos de criação de autores. E o do Ransom Riggs é tão sensacional que eu preciso compartilhar alguns vídeos com vocês. Ele se aprofunda na história, tem um formato espetacular de divulgar e despertar curiosidade, criar suspense. Abaixo, um vídeo de John Green, mostrando um “passeio” para onde Riggs o levou. O segundo vídeo foi feito pelo próprio autor, dentro de uma mansão abandonada. Fico arrepiada de conhecer um escritor tão completo em sua arte e sua forma de comunicação com o público, estimulando seus leitores com outras mídias e canais, além do livro.

É, escrevi bastante. Você leu algum desses livros? Me conta o que achou!

Até o próximo post!

O novo Cisne Branco em Porto Alegre

 

Sempre fico com peninha de Porto Alegre em termos de turismo. Uma cidade tão linda, apaixonante e dona de pequenos detalhes que encantam, perde para outras maiores e mais ricas em investimento. Isso acontece com o Rio Grande do Sul como um todo. O Brasil acaba se resumindo em São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. Não desmereço estes lugares, que são muito importantes para a história brasileira, porém acho que também temos muito a acrescentar neste âmbito.

São tantos pontos turísticos e pequenas experiências charmosas aqui na capital, que imagino fazer um guia turístico: Como SENTIR Porto Alegre. Em cada bairro, um registro, um cantinho para respirar a cultura e a vida que pulsa nas ruas e parques. O pôr do sol no Guaíba é considerado um dos mais bonitos do mundo.

Alguns dias atrás fiz o passeio noturno do Barco Cisne Branco com o RSBloggers. O barco, agora renovado e atualizado, faz enxergar a cidade por outro ângulo. E que ângulo. O pôr do sol já inspira, com suas nuvens multicores que se embrenham entre pequenos morros até chegar ao astro rei, recolhendo-se para a noite.

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O barco esperando pelo passeio ❤

O barco sofreu um grande baque no início de 2016, quando uma grande tempestade atingiu Porto Alegre e acabou virando, ficando meses assim. Foi um choque. Mas, depois de algum tempo, foi revirado e totalmente revitalizado.

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Galera Feliz do RSBloggers

É um charme na beira do Lago Guaíba. O embarque acontece no Cais do Porto (armazém B3 com acesso de Pedestres na Praça atrás do Mercado Público). Ao entrar, as luzinhas na parte mais alta do barco dão o toque noturno de iluminação que faltava. Um ótimo lugar para fotografar a silhueta da cidade. Os funcionários do barco são uniformizados com roupas navais e trabalham com muito respeito aos tripulantes. Não é necessário utilizar coletes salva-vidas no barco, mas todos assistimos às regras de segurança que são ensinadas ao vivo.

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O “kit” com delícias servido pelo pessoal do Cisne Branco

Até 200 pessoas podem ser transportadas nos passeios e o barco também recebe casamentos, festas e eventos empresariais. Lá dentro há um belo restaurante. Provei os quitutes, que envolviam além das famosas fritas, violinha e bolinho de bacalhau. Tudo a ver com a proposta, né?

No andar de baixo fica a danceteria, com luz e som perfeitos para uma balada. Muito bacana mesmo. Fico pensando sobre as festas que devem acontecer lá. Será que alguém já caiu na água de tão “alegre”?

Os passeios diurnos durante a semana duram 1 hora e custam R$ 35,00. Neste valor está inclusa a navegação pelas principais ilhas com locução ilustrativa dos pontos turísticos e serviço de bar. O passeio noturno que fizemos se chama “Happy Hour” e custa R$ 40,00, com serviço de bar.

Foi muito bacana conhecer novamente o barco e a cidade de outro ângulo com a galera bacana do RS Bloggers. Porto Alegre continua encantando e este seria um dos passeios que indicaria para alguém recém chegado nesta cidade incrível.

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Testando minha mesa digitalizadora, desenhei o Cisne Branco ❤

O que tu achou? Me conta se já fez este passeio ou se tem algum passeio parecido na sua cidade!

Até o próximo post!

 

Para fãs de Harry Potter, é o que faltava

Como todo mundo sabe por aqui, eu sou fã do universo Harry Potter desde o início da minha vida de leitora. Não foi o primeiro livro que li, mas um dos primeiros (outra hora conto qual foi o primeiro da minha lista).

Quando criança, o mundo mágico me encantou de uma forma que tudo virou motivo para brincar de bruxaria: um livro antigo na biblioteca da família era transformado em livro de poções mágicas. Um casacão preto era a veste da escola de magia e bruxaria de Hogwarts. Uma pena encontrada no chão era a minha caneta. E assim foi. O que me fez amar a literatura fantástica influenciou até mesmo meu estilo de escrever.

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Arte do Evento no Facebook

Agora, sempre que encontro algum evento bacana sobre Harry Potter, acho válido incluí-lo aqui no blog. Potter fãs, preparem-se. Porque a Movetur e a Armada Hogwarts apresentam: Magical Day, dia 02 de setembro.

Uma viagem imersiva para o castelo mais amado do mundo bruxo. Um dia cheio de surpresas embarcando no Expresso e terminando com um jantar encantado no salão do castelo. Com participação especial de Renie Santos e o elenco de A Very Potter Musical Brasil. Ai meu coração.

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Maria Fumaça de Bento Gonçalves / Carlos Barbosa |  Créditos: Jeferson Sold

O pacote dessa galera inclui o Passeio no Expresso Mágico (Maria Fumaça de Bento Gonçalves/RS), um Jantar temático de boas vindas no castelo Cave de Pedra (bebidas não inclusas), o Seguro Viagem, Números musicais ao vivo de A Very Potter Musical Brasil e toda a Tematização especial da Armada Hogwarts, sempre impecável. 😉

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O Jantar será realizado dentro da Vinícola Cave de Pedra, um castelo em meio aos vinhedos

O transporte de ida e volta saindo de Porto Alegre é opcional. A saída é às 12h e o retorno marcado para 23h30 em Porto Alegre. Os preços são um pouco salgados, mas eu entendo que seja um trabalho muito especial, um pacote diferenciado e de imersão nesse mundo. R$ 419,00 com transporte de ida e volta e R$ 365,00 sem o transporte.

Os ingressos podem ser comprados neste link: http://bit.ly/2vjwQmN

Estou juntando minhas moedas pra ir. 🙂

Obrigada pela leitura! Até o próximo post!

 

 

Café do Leitor em São Miguel

Algum tempo atrás fiz um post sobre São Miguel das Missões, que visitei com minha família. São Miguel abriga as ruínas das missões jesuíticas e é uma cidade muito pequena, com estrutura humilde para os turistas. Ainda assim, conheci um local muito especial entre os bairros residenciais de casinhas simples. O Café do Leitor é um espaço charmoso dentro de uma casa antiga e abriga centenas de livros em suas paredes.

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Entrada do Café do Leitor

O que não encontramos em termos de restaurante na cidade, encontramos na forma deste café, que guarda em seu interior uma comida gostosa e caprichada. O cardápio não é muito variado, mas toda a gastronomia é preparada com muito cuidado. A decoração é simples e lembra cafés dos anos 60, com a cor vermelha em destaque nas paredes e até na cafeteira retrô.

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Lembra até um café dos anos 60 né!

Em todas as paredes, vemos livros, quadros e muitos souvenires. Daquelas coisas que só quem gosta de comprar lembrancinhas de viagem entende. Uma volta ao mundo dentro do espaço. Os livros são só para leitura dentro do café. Quer comprar uma edição? Desculpe, mas não. Cada volume faz parte da biblioteca pessoal do proprietário e deve ser apreciado em uma das poltronas do local.

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Acervo de livros do proprietário

Dentro de uma cidade tão esquecida, encontrar o Café do Leitor foi uma inspiração real e para a criação de muitas histórias.

Uma noite com Lisbela e o Prisioneiro

Fazia tempo que eu não escrevia. Não sei se alguém notou, mas eu notei e senti falta. Dei alguns dias para meu coração se reaquecer e meus dedos formigarem em busca de palavras, porque andei desmotivada. Mas esta noite fui a uma peça de teatro e, saindo de lá, desejei desesperadamente poder escrever como é linda a minha relação com a arte. Como a arte me faz melhor.

A Casa de Teatro de Porto Alegre fez seu espetáculo de conclusão do curso de Oficina de Montagem da turma 2017/1 em uma noite quente de estréia no Museu do Teatro. O lugar já era conhecido, pois assisti há dois anos a peça de conclusão de curso da minha cunhada, a talentosa Letícia Souza. Cadeiras retrô na parte baixa e uma plateia com charmosas almofadas de estampas variadas na parte superior. O lugar é aconchegante e o palco quase se mistura à plateia, dando a sensação de estar dentro da peça.

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A peça era “Lisbela e o Prisioneiro”, com direção de Zé Adão Barbosa e Texto de Osman Lins. Uma deliciosa comédia que se passa no interior nordestino e conta a história de Leléu, um galanteador que se apaixona por Lisbela, uma moça encantadora, porém, noiva. O elenco foi composto pelos alunos, que derão show. Simplicidade, carisma e uma alegria que pulsava no coração de cada um.

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O querido Gabriel Boff no papel de Leléu

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A peça acontece dias 15 e 16 às 20h no Teatro do Museu e o ingresso custa R$ 20,00.

Pude respirar e escrever esta noite. E quero agradecer à equipe desta peça que me entregou em um pequeno espaço de tempo, a vontade de colocar pra fora as palavras.