Conexão longa: o que fazer em Casablanca – voos da Royal Air Maroc

Existem voos que já são famosos por terem uma conexão longa. O de Lisboa para Guarulhos pela Royal Air Maroc é um deles. Em maio de 2019 tivemos esta experiência e contamos como foi aqui abaixo!

Conexão longa

Diversas empresas aéreas oferecem estadias gratuitas para passageiros que vão esperar por conexões mais longas (a partir de 8h de espera). No caso da Royal Air Maroc, eu já sabia com antecedência que teria que esperar longas 22h em Casablanca antes de continuar meu retorno ao Brasil. Assim que desembarquei no Aeroporto Internacional Mohammed V, passei pela imigração e fui até a área de atendimento ao cliente da Royal Air Maroc e expliquei que tinha uma conexão longa programada.

Eles falam muito francês e pouco inglês, mas dá pra se entender. Mostrei minha passagem de volta e eles me entregaram um papel que dava direito ao traslado, uma noite em um hotel e alimentação completa para as 22h de espera  (jantar, café da manhã e almoço no hotel). Como cheguei cerca de 17h, meu voo de volta ficaria para às 15h do dia seguinte. Isso me deu a possibilidade de conhecer um pouquinho da cidade!

O que visitar em poucas horas

O hotel oferecido pela cia aérea geralmente fica perto do aeroporto, porém, a cidade é um pouco longe. É necessário contratar um transfer te leve aos pontos que você quer conhecer e retorne. No meu caso, encontrei brasileiros que também estavam aguardando o próximo voo e dividi com eles um transfer. Deu cerca de 20 dólares para cada um de nós. Importante lembrar que não é indicado mulheres andarem sozinhas no país. Em alguns momentos me senti desconfortável com a forma como homens marroquinos me chamavam para mostrar algum produto ou simplesmente para chamar atenção.

Saímos às 8h da manhã para nossa primeira parada em Casablanca: A Mesquita Hassan II.

Mesquita Hassan II

Tem o minareta mais alto do mundo e é a segunda maior mesquita, depois da de Meca. Além disso, é uma das poucas mesquitas que permite a visita de turistas não muçulmanos. Sou suspeita para falar, mas eu amo mesquitas e os cânticos de chamada para oração. Acho lindos e emocionantes. Como sempre, mulheres devem entrar com braços e pernas tapados e lenços na cabeça.

A mesquita fica aberta de sábado a quinta-feira, às 9h, 10h, 11h, 12h e 15h. Não tive tempo de entrar na mesquita, para conseguir visitar outros pontos antes de ir embora. A entrada custa 120 dirhams, cerca de 50 reais.

Medina

Se você gosta de mercados bagunçados, a Medina é o seu lugar. Tem de tudo: roupas, temperos, produtos de beleza, souvenires e pessoas querendo vender a todo o custo. Comprei um sapatinho bem marroquino e um imã de geladeira, além de um jogo de dados artesanal de madeira para meus irmãos. As coisas são bem baratas por lá. Muito óleo de argan e produtos a base desse ingrediente estão espalhados por todas as banquinhas. Produtos falsificados também. Em geral, achei tudo muito empoeirado, como se a areia do deserto estivesse ali mesmo, nas pessoas, nos objetos. Vale a pena visitar, mas mulheres sozinhas, não indico! Ficamos por lá uns 40 minutos.

 

Rick’s Café

Para quem gosta de filmes clássicos, o Rick’s Café é um dos pontos principais de Casablanca. O sucesso do filme de mesmo nome (onde o personagem principal tem um café badalado na cidade), fez da cidade de Casablanca um point turístico. Só que muitas pessoas iam visitar a cidade e não encontravam o tal café (ele foi todo gravado em estúdios, claro). A partir disso, Kathy Kriger, uma americana residente em Casablanca, decidiu criar o Rick’s Café inspirado no filme, para atender aos turistas.

O lugar foi recriado em uma mansão marroquina dos anos 30, com aquele pátio central. A decoração traz referências do filme de Humphrey Bogart e Ingrid Bergman. Dizem que é necessário reservas, porém, no horário que fomos (lá pelas 10h30), conseguimos sentar, pedir um chai e uma salada de frutas. O lugar é bem caro.

Após isso retornamos correndo para o hotel para buscar nossas malas e pegamos o transfer até o aeroporto. Chegamos em cima da hora, pois o atendimento no Rick’s Café demorou mais do que deveria.

Ao fim dessa conexão longa, posso dizer que foi muito legal visitar Casablanca quase de graça. Quero poder visitar outras cidades do Marrocos para conseguir entender mais amplamente como é o país. Mas com uma manhã, já pude entender um pouco mais sobre a cultura do país.

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