Airbnb e o Clube de Anfitriões

Quem acompanha o blog há mais tempo, sabe que comprei um apartamento no final do ano passado e tenho montado ele aos pouquinhos para que se torne meu Lar Doce Lar (faltando o Luciano Hulk pra colocar umas decorações mucho loucas aqui em casa). É um apê lindo, iluminado e cheio de energia boa. Com decoração minimalista, mas bem alto-astral. Enfim.

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Já era fã. Agora ainda mais!

Decidi colocar o apê no Airbnb para receber turistas e ganhar uma graninha extra. Aliás, você conhece o Airbnb? Uma plataforma onde pessoas colocam suas casas / quartos para alugar e pessoas que querem viajar locam casas / quartos. Um TINDER de hóspedes e anfitriões! Hahah! Já usei algumas vezes e virei fã, pois é um modelo de hospedagem de qualidade e mais econômica para quem viaja. Em Praga, ficamos na casa da querida checa Bozena (somos amigas no face até hoje e ela curte tudo o que eu publico, um amor!).
Mas, voltando ao assunto, alguns dias atrás, recebi por e-mail o convite para participar do Clube de Anfitriões de Porto Alegre. Uma iniciativa do Airbnb para todas as pessoas que locam seus espaços pelo site e querem trocar experiências e tirar dúvidas. O Clube foi lançado no Nós Coworking em um evento que foi puro carinho e simpatia. Todos os anfitriões foram recebidos com mimos e muito bem alimentados com canapés e mini-porções.

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Me ganharam dando caderninho

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Parece só para decoração

 

Nos foi apresentada a plataforma, além das muitas dúvidas que foram respondidas. Dá aquele medinho de receber pessoas desconhecidas em casa. Vai que alguma coisa quebra? E se a pessoa não for bacana? Tudo isso é muito comum para nós, iniciantes. Mas o bacana foi conhecer outras pessoas que também abrem suas casas para quem quer conhecer Porto Alegre. Muitos deles, com pins de Super Host, ou seja, pessoas exímias na arte de receber bem. Alguns, desde 2012!

A proposta é sensacional e muito humana. Além de conhecer pessoas novas de outros lugares, outras culturas, você também pode ensinar a sua, mostrar a cidade, apresentar seus cantinhos preferidos. Isso faz toda a diferença na vida das pessoas. O contato, o mimo, a forma de receber. E assim foi o encontro do Clube de Anfitriões do Airbnb: puro carinho e muito estímulo para entregar o mesmo para quem quiser conhecer a capital gaúcha.

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I ❤ Airbnb

E você? Já pensou em receber alguém na tua casa? Me conta! Quem sabe um dia me hospedo por aí! 🙂

Obrigada pela leitura e até o próximo post.

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Exposição “Mitos”, de Larissa Scaravaglione

Às vezes a gente nem percebe que do nosso lado pode existir alguém muito mais interessante do que imaginávamos. Focamos em pessoas que estão tão longe, valorizamos o que é de fora sem olhar para aqui, pertinho de nós. Por isso, descobri por acaso o trabalho da Larissa Scaravaglione, uma artista que passa alegria em suas obras.

A partir desta terça (27), a artista visual estará expondo sua mostra “Mitos” no Café do Porto, na Padre Chagas, até dia 10 de julho. As obras são releituras de figuras míticas com roupagem atual, sem compromisso com o rigor das formas, com traços descontraídos e cores vibrantes, lembrando a pop art.

Ela já passou por diversas formas de expressão como desenho, pintura em MDF e pintura em objetos tridimensionais até focar-se na pintura com tinta acrílica sobre tela. Psicopedagoga pela PUCRS, depois de atuar na sua área passou a dedicar-se à arte.

Primeiramente explorou a arte decorativa e hoje desenvolve seu trabalho com a orientação da artista Rejane Trein. Frequenta há quatro anos o Atelier Livre Xico Stockinger, assistindo aulas de desenho, história da arte, pintura , aquarela . Também cursa o segundo ano do professorado de Mabel Blanco da Argentina. É membro da Associação Chico Lisboa. Participou de eventos como o lançamento da revista Dartis, com exposição no Bourbon Country, exposição no Central Park, do Atelier Trein, projeto pequenos formatos da Associação Chico Lisboa, do 23º Edição Internacional de Miniarte da artista Clara Pechansky e projeto arte na lata da Associação Chico Lisboa.

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Cores e inspiração da Pop Art!

Fez tanta coisa! Vontade de sentar em um parque e poder conversar com ela, bater um papo sobre suas inspirações e processos criativos.

Você sabe o que as pessoas perto de você estão fazendo? Me conta nos comentários sobre você, sobre elas, sobre tudo! Vou adorar saber, compartilhar e celebrar mais uma pessoa bacana que está (mesmo indiretamente) ligada a mim.

Obrigada pela leitura! Até o próximo post!

O mundo encantado da Koralle

Eu poderia listar muitos pontos turísticos de Porto Alegre. Para vários tipos de pessoas. Aqueles que gostam de passar horas em museus, aqueles que procuram por bairros boêmios, aqueles que gostam de comer bem. Enfim.

Para todos eles, eu indicaria visitar a Koralle.

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São duas lojas, uma menor, dentro do lindo Santander Cultural. E a outra, maior, em um casarão antigo e tradicional, em frente ao grande Parque da Redenção. Para quem gosta e se arrisca em algum tipo de desenho ou pintura, o lugar é um paraíso na terra. Quem não se atreve a encostar em um lápis de desenho, vai querer aprender. E, por fim, para quem se diz “não-criativo”, tenho certeza que vai babar pela quantidade inimaginável de cores existentes dentro da loja. É de ficar admirando por horas.

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Os tipos de papel. A caixinha de madeira com pincéis clássicos de aquarela. As canetas tinteiro. As tintas, de tantas marcas e para tantas especificidades. Tudo é tão lindo e inspirador que é preciso segurar a carteira com força para não sair com sacolas de produtos que, provavelmente, eu não saberia usar. Ainda.

 

O segundo andar também esconde os cavaletes de pintura, as mesas de desenho, livros e outros acessórios. Em janelas trabalhadas, a casa exala arte e dentro, pulsa a vida. Mesmo que em forma de natureza morta.

Indico a todos a visita à Koralle. Este post não é um publieditorial.

(Mas é uma declaração de amor!)

Era uma Vez uma História

Já é papo antigo. Já passou na TV aberta. Mas, não sei como, ninguém assistiu. Ninguém ficou sabendo ou não houve interesse no assunto. De qualquer forma, eu precisava fazer este post, parabenizando mais uma grande criação brasileira.

Lembro da escola, quando tinha aula de história e eu temia a professora Ruth, com aquele vozeirão, os olhos arregalados que explicavam marcos de algum período da nossa trajetória. Ela fez com que eu me apaixonasse por história – eu e meus colegas. Mesmo os bagunceiros ficavam em total silêncio durante suas aulas teatrais.

Quase chorei quando assisti o primeiro episódio de “Era uma Vez uma História”, a produção da Band que me ganhou por completo. Não conseguia tirar os olhos de Dan Stulbach e a historiadora Lilia Schwarcz, como que testemunhas oculares, narradores de fatos que determinaram o destino do Brasil. Você ficou sabendo desta mini-série?

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Imagem Divulgação/Band

Gravada no Brasil e em Portugal, a série de quatro episódios mostrou a fuga da Família Real portuguesa para o Brasil até a abolição da escravatura, passando pela Revolução do Porto, as ruas imundas do Rio de Janeiro e como os escravos eram vendidos e torturados naquela época. A forma como a história é contada é tão bem criada, tão dinâmica, com animações divertidas e momentos importantes recriados, que até o bom-humor é bem vindo no meio de tanta informação relevante.

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Momentos de humor ao divulgar valores gastos em bailes portugueses

De acordo com a Band, por cinco meses, uma equipe de cinco animadores e designers 3D trabalharam nas animações criadas em cima de documentos e representações da época. Tudo acompanhado por uma equipe liderada pela historiadora Lilia Schwarcz (de quem já sou completamente fã). A produção, que envolveu 150 profissionais, teve até a atuação de Lenine e Luiza Possi, interpretando algumas passagens.

Como a internet é incrível, consegui colocar os lindos capítulos, diretamente do Youtube, aqui no Blog. Que este material seja utilizado para aulas de História. E que o mesmo formato seja replicado para materiais de outras disciplinas! Pois só assim podemos gerar o interesse e a vontade de se estudar. (Cada episódio tem 02 partes)

 

O que você achou? Curtiu? Me conta nos comentários! 🙂

Turista da vida

De vez em quando o pensamento corre mais rápido do que consigo alcançar. Uma maratona de muitos quilômetros, puxando considerações em sequência, que vão evoluindo e crescendo. Ganhando força. Aquela coisa de quando a mente fica alguns segundos ociosa. Anda tão rápido que, quando cansa pelo excesso de informação, para e congela em uma frase ou conceito. Como se desse um tempo para respirar.

A parada é agradável. Eu seguro o pensamento pelo pé, antes que se afaste novamente, sendo levado a uma nova corrida entre ideias e outros momentos que não consigo captar. Uma frase se forma diante de mim, essência deste único pensamento que não conseguiu escapar: “Serei uma eterna turista”.

Pelos meus devaneios, pensei no significado de “turista” neste contexto. Aquele que sempre busca novos lugares para conhecer. Culturas novas, momentos novos, clientes novos, amigos novos. Será que, mesmo criando raízes, não somos todos turistas? Cuidadosa, continuo segurando o pensamento, agora pela mão. Não quero que ele escape.

Cada dia é diferente. Tudo muda, ainda que não pareça. Não se conhece nada como a palma da mão, nem mesmo a própria palma da mão. Porque a vida não é uma constância. Quero ser turista pela minha pequena eternidade, pois assim consigo enxergar, em cada dia de vida, um novo mundo para conhecer. Não é esta a liberdade que todos queremos? Abrir os olhos diariamente e saber que nada será igual a ontem? Liberdade.

Quando percebi, libertei o pensamento e ele voltou a se mover, desta vez, caminhando e apreciando a vista. Tal qual um verdadeiro turista.

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Potter Experience e o sucesso da Armada Hogwarts

Oi pessoal!

Há muitos anos, quando eu tinha minhas 7 primaveras e estava aprendendo a ler, minha mãe me ofereceu um livro na Feira do Livro de Porto Alegre. Olhei aquela capa, com um menino em cima de uma vassoura e uma cicatriz em forma de raio na testa e franzi a testa. Disse que não queria.

Minha mãe, calmamente, devolveu o exemplar e continuou a caminhada pelas diversas bancas de livros que estavam esperando pela nossa visita. Eu já tinha lido meu primeiro livro naquela época, o “Um Urso chamado Paddington”. Foi o primeiro livro por cuja história me apaixonei. Mesmo assim, aquele livro que minha mãe estava me oferecendo, um tal de Harry Potter, não me chamou a atenção.

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Até que um dia, ela comprou o tal livro. Harry Potter e a Pedra Filosofal. Filo o quê? Pensei em minha infantil percepção. “Filosofal”, explicou minha mãe. Imagino que ela tenha me deixado curiosa de alguma forma, pois logo, estávamos lendo juntas antes de dormir. Eu lia uma página, ela outra. Em um determinado momento da história, quando percebeu que eu estava super interessada, me disse que ia ao banheiro, que eu continuasse lendo e depois contasse para ela a passagem perdida. Não voltou mais. E eu permaneci lendo. Me apaixonando perdidamente por uma história fantástica sobre o menino que sobreviveu.

Tenho tantas histórias sobre meu envolvimento com o mundo mágico de Harry Potter que poderia encher este blog sobre elas. Mas a de hoje envolve a iniciativa da – antes pequena e humilde – Armada Hogwarts. Acompanhei este grupo de fãs desde o início das atividades e sempre achei sensacional a capacidade de reunir tantas pessoas com tal amor pela criação de J. K. Rowling.

Quando vi que eles estavam em parceria com o Shopping Iguatemi neste espaço lindo e inspirador sobre o mundo de Harry Potter, fiquei muito animada. Peguei a fila, e entrei na “cabana” criada dentro do shopping.

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A pequena fila em frente ao espaço

Ao entrar na tenda, um mundo de peças se estendeu diante de mim. Objetos que remetiam a todos os filmes, vestes, varinhas e fotos. Tudo muito bem organizado, muito pensado. Tinha carinho ali dentro.

Foi tão legal ver isso de perto! Peças bem cuidadas, de colecionador mesmo. Quando este tipo de objeto faz parte da sua imaginação desde a infância, chegar perto deste universo novamente depois de adulta faz toda a diferença. Desejei por tanto tempo usar essas vestes, obter esses itens, abrir um mapa do maroto! Sem dúvida, um trabalho de muito empenho da equipe da Armada Hogwarts.

À eles e ao Shopping Iguatemi, só tenho a agradecer pela experiência, que foi deliciosa.

A exposição fica no Shopping Iguatemi até dia 31/05 e a entrada é gratuita!

Espero que tenham gostado do post! 🙂

Como foi a Noite dos Museus em Porto Alegre

Oi oi pessoal!

Dia 18 foi o MEU ANIVERSÁRIO (marquem na agenda de datas importantes aí hahah) e dia internacional dos museus. Guess what? – vários museus de POA estavam fechados. O Iberê Camargo, por exemplo, agora só funciona sextas e sábados à tarde, por conta da crise.

Mas o fato é que no dia oficial, nada foi feito para celebrar os locais que expõem peças, arquivos e obras de arte, estimulando a cultura, a preservação da história e o entendimento da vida como ela é. Mais um triste acontecimento no nosso Brasil.

Mas enfim, o motivo deste post é festejar uma iniciativa que completou seu segundo ano, e que espero, continue por muitos outros. A Noite dos Museus aconteceu dia 20, com a abertura de vários museus de Porto Alegre das 19h até a meia noite. Uma verdadeira festa! Em cada museu, uma programação musical maravilhosa com artistas locais. Vi adultos, crianças, idosos, gente de tudo o que é tipo, dos alternativos às senhorinhas de saltinho quadrado e tailleur bege. Todos curtindo o movimento, cada um do seu jeito, seja com uma selfie ou com olhos marejados por lembrar dos tempos de outrora.

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Vista do MARGS e do Memorial do RS vistos da Praça da Alfândega

A parte central da cidade foi a que mais lotou, pela maior quantidade de museus por ali. Era super fácil caminhar de uma festa para a outra, com diversos foodtrucks e cervejarias artesanais pelo caminho. Pura alegria!
Decidi permanecer no centro também, pela facilidade de transitar entre os diversos museus. O ônibus turístico da cidade estava arrecadando gente para levar para os mais diversos pontos onde a programação estava acontecendo. Encontrei muita gente conhecida, colegas da ESPM, professores, clientes!

Havia fila para entrar nos museus (só vi isso pra entrar no Louvre!). Acabei entrando no MARGS – Museu de Arte do Rio Grande do Sul, uma das mais importantes instituições culturais da cidade. Fica em um prédio lindo e imponente no centro da cidade e, iluminado, deixava a arquitetura de 1913 ainda mais impressionante. Tive a oportunidade de ver a exposição em cartaz chamada Pro Posições, que reuniu obras de ex alunos da Pós-Graduação em Artes Visuais da UFRGS depois de 25 anos de sua graduação. Eram pinturas, gravuras, recortes e traços soltos que me inspiraram muito!

Foi uma noite que deu orgulho da galera da Rompecabezas, realizadora do evento. Espero que isso seja levado para outros estados, que o evento apareça para todo mundo e que a cultura e a história comece a ser mais valorizada e respeitada como merecem.

E como escrito no folder sobre a iniciativa, que peguei em um dos museus:

“Se os ventos da história conseguem que naufraguem quase todas as coisas, ali estão os museus. Sólidos e eternos.”

Espero que tenham curtido este post! Obrigada pela leitura! 🙂

Ruínas de São Miguel das Missões

Este foi o ano eleito para conhecer melhor o que o Rio Grande do Sul tem a oferecer em termos de turismo, tanto pela vontade de entender melhor a nossa história, quanto pela questão financeira (ainda estou investindo no meu apartamento!). Quando meus pais comentaram que levariam meus avós para uma viagem de carro a São Miguel das Missões, animei na hora e praticamente pulei para dentro do carro. Enquanto meus avós estiverem por aqui, pretendo aproveitar todos os momentos de aprendizado!
Então, no início de Maio, entramos no carro às 6h da manhã e tomamos rumo à cidade de São Miguel. A viagem durou cerca de 7 horas, mas a paisagem que víamos pelo vidro era linda: muito verde, muitos campos de soja e arroz, ovelhas e um céu azul maravilhoso.

Chegamos a São Miguel e descobrimos uma cidade pequena, sem estrutura para o turista. Os restaurantes são escassos, poucos locais aonde ir. O hotel Tenondé é o mais estruturado, sendo lindo e muito charmoso. Em breve faço um post só sobre o hotel.

Nosso almoço foi no terrível Aldeia Grill, um restaurante arrumadinho, porém com comida tristemente mal preparada. O galeto queimado coroou a viagem cansativa. Mesmo assim, decidimos manter a esperança nos outros estabelecimentos, o que sempre é ótimo quando se viaja: positividade.

Decidimos visitar as ruínas no mesmo dia em que chegamos. Assistimos a um vídeo sobre a Redução de São Miguel (nome dado ao trabalho realizado pelos jesuítas nos séculos 17 e 18). O vídeo, criado amadoramente nos anos 80, não deixa de mostrar a situação em que o turismo no Rio Grande do Sul se encontra: largado às traças. Sendo Patrimônio Histórico da UNESCO e preservado pela IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), eu esperava que o conteúdo apresentado aos turistas fosse de qualidade infinitamente superior.

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As ruínas que contam histórias

Enfim, nenhum desses obstáculos diminuiu o esplendor das Ruínas de São Miguel. A grandiosidade, a energia, a história deste local são emocionantes. Ao pisar nas terras onde índios como Sepé Tiarajú lutaram e morreram com gritos de “Esta terra já tem Dono”, meu coração bateu mais forte. Alugamos o audioguia (R$ 5,00), que me encheu de informações incríveis sobre a história do monumento que se estendia diante de mim. Uma aura de leve culpa paira por dentro das ruínas. Pela história, pela ignorância, pelas mortes causadas ao povo que vivia ali e queria defender suas terras. Um sofrimento causado pelos “invasores”, cujo interesse era ouro e extrair tudo de valioso o que o mundo tinha a oferecer.

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Com meu pai, que me explicava mais sobre história

À noite, o espetáculo de Som e Luzes faz o turista sentar-se cara a cara com as ruínas, no frio e no escuro, para acompanhar a história contada em poesia pela própria em uma conversa com a Terra Missioneira. A voz da ruína, interpretada por Fernanda Montenegro ecoa dentro do corpo e arrepia todos os cabelos. Encontrei o texto inteiro do espetáculo neste link aqui. Vale a pena ler, ou, se houver uma oportunidade, vale a pena conhecer ao vivo as tristezas do massacre ao povo Guarani.

Realmente, uma emoção muito grande! Vou contar mais sobre o que vimos por lá em outros posts. Espero que tenham gostado e sintam vontade de conhecer as Ruínas de São Miguel das Missões.

Se você já visitou, me conta como foi!
Até o próximo post!

 

 

 

Curso de Aquarela em Porto Alegre

Oi pessoal, tudo bem com vocês? Primeiramente, um feliz dia das mães para todo mundo! Aproveitem com as suas este domingo lindo!

Estou vindo aqui para contar a todos vocês sobre a Oficina de Aquarela que fiz ao lado da minha mãe, sempre uma artista de primeira. O curso aconteceu no Complexo de Ideias e teve como professora a Camila Raposa, uma ilustradora muito talentosa e apaixonada pelas técnicas da aquarela.

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Turma linda do curso com a prof. Camila Raposa

Começamos a aula conhecendo um pouco dos materiais utilizados para pintar. A Camila nos apresentou as diferenças entre materiais bons e ruins. Os nossos materiais foram patrocinados pela Koralle, pela Canson e a Hahnemüle. Em outro post vou falar só sobre a Koralle, uma loja para quem tem muita força de vontade para não estourar o cartão! Haha!

Em resumo, melhor custo-benefício para as tintas de aquarela: Pentel. Melhor tipo de papel: qualquer papel que tenha uma gramatura acima de 300g/m. Pincel: deve ser macio, com pontas que variam entre chanfradas e chatas. Enfim, saímos da aula e fomos morrer (só um pouquinho) para comprar tudo isso na Koralle. 😛

Fomos treinar as técnicas de cor chapada, degradês de uma e duas cores, pintura wet on wet (pintar sobre o papel já molhado)… Tudo precisa de bastante treino para pegar a noção. Eu achei mais difícil do que esperava, mas adorei de qualquer forma. Aprender a misturar e utilizar a tinta de forma econômica é essencial para fazer um trabalho bacana.

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Insira um título

Acredito que todos os 11 alunos desta turma adoraram tanto quanto eu! Só conseguia ouvir a galera feliz, animada com suas criações. Foi uma manhã de sábado memorável com a minha mãe. Aprender com quem estimulou a minha criatividade desde sempre é gratificante. Espero eu e minha mãezinha possamos compartilhar vários outros cursos de arte juntas! ❤

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Mãezinha concentrada nas tintas ❤

Espero que vocês tenham curtido!
Quem for da região de Porto Alegre, me conta nos comentários, assim aviso com antecedência das datas de cursos que descubro por aqui!

Quem for de fora e quiser levar cursos desses para a sua cidade, também posso ajudar. Bora comentar! 🙂

O que o futuro reserva?

 

Ah, como seria bom ter uma bola de cristal! Nos últimos dias tenho pensado muito sobre o que planejei para este ano. Minhas ideias, no início do ano, tomaram rumos diferentes agora, quase seis meses depois. Não alterei nenhum dos meus objetivos. Mas o universo está fazendo com que eles atravessem caminhos diferentes daqueles que eu imaginava. Uns mais tortuosos. Outros muito mais fáceis, óbvios. Você já passou por isso?

É bem estranho! Andei pensando muito sobre o que pretendo. Sobre escrever este texto. Sobre escrever outros livros! Será que mostro o que tenho? Será que o medo me paralisou de exibir o que demorei tanto para criar?

Às vezes é medo mesmo. Mas tem vezes que o coração diz que não é o momento certo. Que é melhor ir pelo outro caminho. A bifurcação à frente fica nebulosa, não consigo pensar direito sobre o que fazer primeiro. Tenho tanto para mostrar!

Você também tem. Com certeza. Me mostra?

Estes são só pequenos parágrafos sobre aquela tediosa situação de se ver em cima do muro.

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Arte por: CatherineLazarOdell